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  • Notícias da Rede    
     

     Concluída a Conferência da Rede de Policiais e Sociedade Civil grupo_chile_port.jpg

    A idéia de colocar policiais e organizações da sociedade civil lado-a-lado para discutir propostas de combate ao crime parecia ser impraticável. No entanto, as primeiras experiências de intercâmbio mostram o contrário. Por iniciativa do Viva Rio e com o apoio da Open Society Institute, a Rede Latino-americana de Policiais e Sociedade Civil, que reúne 12 ONGs e 31 corporações policiais de 10 países latino-americanos, comprovou que isso é possível.

    O sucesso das oficinas e fóruns realizados entre policiais e membros da sociedade civil, somado aos encontros virtuais para discutir assuntos de interesse comum, são conseqüência de três anos de trabalho da Rede que acaba de concluir, no Chile, sua primeira Conferência Regional.

    O encontro, considerado “altamente positivo” pela coordenadora da Rede, Haydée Caruso, foi realizado na sede da Policía de Investigaciones de Chile (PDI) e a organização compartilhada pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso Chile). Durante dois dias foram realizadas conferências, oficinas e experiências de intercâmbio.

    Participaram da conferência policiais com capacidade diretiva nas suas corporações, dirigentes sociais e acadêmicos do país anfitrião e ainda da Argentina, Brasil, Colômbia, Venezuela, Nicarágua, El Salvador, Guatemala, México e Peru.

    A conferência de abertura

    gino_costa_port.jpgUm dos pontos centrais da conferência foi a participação, na abertura, do ex-ministro do Interior do Peru Gino Costa, especialista em segurança e em assuntos criminais. Costa enfatizou as diferenças de abordagem que os governos dos países da América Latina conferem ao tema segurança, por exemplo, a formação das corporações policiais: em alguns países a polícia é unitária, em outros a força policial é federal, e em outros, ainda, existem ambos os tipos de corporação.

    “Apesar da pluralidade”, assinalou Gino Costa, “nossas políticas de segurança e nossas polícias partilham problemas comuns, ainda que de distinta dimensão em cada país e em cada corpo policial”. O especialista considera que existem seis pontos a serem avaliados em se tratando de políticas de segurança:

    - Carência de uma adequada liderança política e profissional;
    - Autonomia e grande poder político dentro do estado, que as faz resistentes à mudança;
    - Persistência da militarização;
    - Resposta às demandas de segurança através de ações teatrais e retóricas;
    - Falta de informação séria e confiável para planejar suas ações;
    - Deficiência dos ministérios da Fazenda ou da Segurança em coordenar uma ação multisetorial.

    Costa também enumerou quatro pontos em relação às polícias: anacronismo tecnológico, organizacional e conceitual; persistência de práticas corruptas e abusivas; condições deficientes de bem-estar para o trabalho da polícia; e desconfiança cidadã, principalmente como produto da impunidade diante da corrupção. “O primeiro desafio é ter funcionários nas áreas correspondentes que sejam profissionais do tema, blindados ao vai-e-vem político e sustentáveis no tempo”, assinalou.

    Para o ex-ministro peruano, o problema da segurança não passa exclusivamente pelas forças policiais, mas requer um amplo compromisso de todas as áreas do governo. Por isso, acredita ser fundamental que os funcionários da área de segurança também contem com ferramentas de coordenação de todo o resto, “tanto de forma vertical, quanto horizontal”, explicou.

    “Não basta contar com as melhores polícias já que o desafio da governabilidade da segurança implica em realizar, de forma simultânea, transformações nas polícias, na Justiça e no sistema penitenciário”, afirmou Gino Costa. Para ele, não adianta reformar as polícias se as prisões continuam sendo universidades do crime e espaços onde é conduzida a atividade criminosa.

    Da mesma forma, criticou as políticas “teatrais e populistas” da América Central, chamadas de mano dura. Costa dedicou uma parte de sua fala à dignidade do trabalho policial e à assistência às suas famílias, mencionando pontos-chave tais como remuneração adequada e descanso, entre outros.

    Após uma exposição acompanhada com atenção por causa de suas provocações contra as práticas tradicionais que não dão resultado, Gino Costa desafiou os participantes a “recuperarem a confiança cidadã”.

    Policiais opinam e participambrenner_chile_port.jpg

    A opinião dos policiais de diferentes pontos do continente foi substancial no decorrer da conferência. O alto nível de participação gerou entusiasmo suficiente para antecipar a necessidade de estender as atividades da Rede para o interior dos países membros e para outras nações da América Latina e do Caribe.

    Para Rubens Rebuffo, da polícia da província argentina de Neuquén, e membro fundador da Rede, “o fato de integrar este núcleo tem me servido pessoalmente, mas também tem servido a todos para ampliar seus conhecimentos e poder planejar melhor a tarefa policial”.

    Para o mexicano Ernesto Cárdenas, membro da ONG Insyde, “o intercâmbio favorecido pela Rede é de grande importância e, por isso, acreditamos que a mesma deve que ser ampliada, sistematizando informações e aumentando as viagens de intercâmbio entre policiais de diversos países”.

    Luis Alberto Pacheco, do Corpo de Segurança e Ordem Pública do Estado de Aragua, na Venezuela, enfatizou o valor da participação dos membros nos fóruns virtuais da Rede. Pacheco considerou que a ferramenta é apropriada, assim como a Biblioteca Virtual e os chats, e sugeriu a expansão das atividades de membros na web.

    Luis Antonio Brenner Guimarães, policial reformado da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, levou para a capital chilena a experiência da Rede Brasileira de Policiais, bastante extensa e consolidada. Brenner, que hoje faz parte da ONG Guayi, detalhou o funcionamento dos encontros no seu país, valorizando a experiência.

    Algumas das conclusões das oficinas internas da rede, que apontaram para as tarefas que a Rede tem pela frente:

    - Construir canais institucionais de diálogo com autoridades de segurança de cada país;
    - Identificar boas e más práticas para compartilhar lições aprendidas;
    - Ampliar ainda mais a Rede para permitir a participação de atores políticos, do governo e do empresariado;
    - Promover cursos ministrados sobre plataforma virtual;
    - Fortalecimento da base de dados do blog Policiaesociedade com o intercâmbio de manuais de procedimentos de cada polícia;
    - Gerar um diagnóstico regional sobre a formação dos policiais;
    - Apresentar documentos institucionais diante de organismos multisetoriais ou intergovernamentais;
    - Facilitar consultas entre os distintos programas curriculares para a formação policial na América Latina;
    - Promover experiências de prestação de contas.

    Comunidade e policiais

    audiencia_chile_port.jpgUm dos eixos da conferência foi a participação comunitária. O tema atravessou todas as oficinas e exposições, mas foi abordado concretamente por Alejandra Lunecke, coordenadora do Programa Global para a Transformação do Setor da Segurança da Flacso-Chile. “Começamos a falar em segurança cidadã ainda nos anos 90, atribuindo à comunidade ou à cidadania, como conceitos distintos, um papel central”, lembrou acrescentando que “o paradigma daquela época era fazer segurança de maneira colaborativa”.

    Lunecke disse que “a comunidade era abordada apenas como um espaço físico que deveria sofrer intervenções ou onde deveriam ser promovidas melhorias sociais para evitar sua deterioração e o aumento da criminalidade”.

    Segundo Lunecke, muitas vezes foram copiados modelos de trabalho tipicamente anglo-saxões, centrados no fortalecimento do local o que gerou problemas à praxis latino-americana. “Nosso legado de participação comunitária não tem a mesma essência anglo-saxã, já que nossos estados têm uma cultura paternal ou centralizadora”, explicou.

    Novos modelos

    Diante daquelas experiências que, de forma alternada, foram sendo aplicadas em alguns países de uma maneira e, em outros, de forma parcial e até segmentada, a experiência foi se dirigindo, segundo a especialista, para uma polícia orientada sobre três princípios: inteligência criminal, comunidade e problemas concretos.

    A partir de conceitos que questionam para que, por que e como incluir a comunidade nas questões da segurança, começou-se a trabalhar as diferentes oficinas que contaram com a participação de policiais e de membros de organizações civis que buscam estabelecer bases de relação mútua entre polícia e comunidade.

    O último dia teve a presença de diversos convidados, entre eles, o ex-ministro do Interior do Peru, Gino Costa, o ex-secretário de Segurança Interior da Argentina, Luis Tibiletti, o diretor de Anistia Internacional Chile, Juan Gómez e o coordenador do Programa de Segurança Humana do Viva Rio, Daniel Luz. Ao fim das oficinas, o Secretário de Interior do Chile, Felipe Harboe, surpreendeu os assistentes com uma aula prática sobre políticas públicas na área de segurança.

    mesa_encerramento_chile.jpgHarboe defendeu uma abordagem integral da problemática da segurança ao afirmar que “em um governo, os ministérios devem se responsabilizar por temas que são divididos por razões administrativas, mas nada indica que devam ser divididas também as soluções”. E assinalou: “não há sucesso policial se antes não há sucesso social”.

    Por sua vez, o diretor-geral da Policía de Investigaciones de Chile, Arturo Herrera, explicou por que a força chilena tem respeito e prestígio. Herrera afirmou que, além das simples estatísticas, “o que se valoriza é uma polícia que entende que deve enquadrar sua atividade de forma a respeitar os direitos humanos e o sistema democrático”.

    Herrera postulou para o futuro uma polícia “cuja tarefa deve ser cada vez mais contribuir com o desenvolvimento da sociedade”. Por isso, “os policiais temos que entender nossa atividade como um serviço público baseado na deontologia e na accountability, ou seja, na transparência absoluta, prestação de contas e controle social de cada uma de suas ações”.

    Lucía Dammert, coordenadora do Programa de Segurança e Cidadania da Flacso, sugeriu que os quadros técnicos especializados tenham acesso a cargos-chave de decisão nos governos da América Latina. A pesquisadora respaldou as conclusões a que chegaram os participantes do encontro. Para Haydée Caruso, há a necessidade de “fortalecer as redes existentes para o interior dos países e ampliá-la para o resto das nações da América Latina e do Caribe”

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    Brasil mapeia estado de saúde de policiais

    Pesquisa com polícias e corpos de bombeiros de 19 Estados é base de programa para melhorar a qualidade de vida dos profissionais da área

    Crédito: Marcello Casal Jr./ABr

    DAYANNE SOUSA
    da PrimaPagina
    Brasília, 5/1/2009

    A Secretaria Nacional de Segurança Pública deve encerrar em janeiro as conclusões de um levantamento sobre as condições de saúde dos policiais e bombeiros brasileiros. Seis consultores contratados em parceria com o PNUD passaram um mês em visitas por 19 Estados. O objetivo é reunir dados sobre a existência e funcionamento de programas em prol da saúde e qualidade de vida dos profissionais de segurança pública. As conclusões serão usadas na criação do Programa Nacional de Qualidade de Vida nas Instituições de Segurança Pública.

    Levantamento semelhante foi feito há dois anos e indicava que eram poucas as iniciativas que consideravam as dificuldades psicológicas e emocionais do ofício dos profissionais de segurança. “Naquele momento, percebeu-se que, quando há esse tipo de preocupação, o foco é a atenção à saúde física, mas não a mental ou psicosocial”, diz a coordenadora da pesquisa no Ministério da Justiça, Tatiana Vasconcelos.

    O processo atual começou com a apuração no meio de outubro de 2008. Os pesquisadores passaram três dias em cada Estado visitado, captando informações nos comandos gerais da Polícia Civil, Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros. Um questionário com perguntas sobre os atendimentos já realizados, as carências e a estrutura dos serviços e programas de saúde foi respondido pelos responsáveis em cada força.

    A psicóloga Ariane Pinho fez visitas em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. Do que viu na região, ela diz que não há programas que compreendam a qualidade de vida dos profissionais como um todo: “falta planejamento e conhecimento global das dificuldades. Nenhuma das forças que conheci atua no mapeamento dos problemas ou na prevenção e não há acompanhamento de quem já passou pelos serviços de saúde”.

    Segundo Ariane, muitos dos profissionais que hoje ocupam cargos no atendimento de saúde são ex-policiais ou ex-bombeiros sem especialização para atuar na área. Foi essa a situação que ela encontrou no Corpo de Bombeiros do Mato Grosso e nas forças policiais de Goiás. Além disso, ela aponta que as equipes de saúde que conheceu eram muito pequenas para o tamanho das corporações. A Polícia Civil do Mato Grosso conta com três especialistas no serviço de psicologia, mas atende a um efetivo de mais de 2 mil policiais.

    O Ministério da Justiça afirma que os Estados apresentam situações diferentes e que alguns apresentam programas de qualidade de vida estruturados. Embora os dados já tenham sido coletados nos Estados, ainda deve ser apresentada uma compilação das análises e propostas em janeiro. Não há previsão de quando o Programa Nacional estará funcionando, o que depende do andamento e das conclusões dos levantamentos.

    Fonte: PNUD

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    Pós-Graduação em Química e Taxicologia Forense

    Coordenador: Dr. Bruno Duarte Sabino
    Dias de aula e horários: sábados quinzenais de 8 às 18 h
    Campus:   Recreio
    Duração:   18 meses
    Carga horária:  364 h/a
    Investimento: dezenove parcelas de R $ 360,00
    Descontos: 10% para ex-alunos da UCB 
                    15% para funcionários da prefeitura
                    15% para ex-alunos do curso de extensão de química ministrados pelo Dr. Bruno
    Público alvo: Químicos, Biomédico, Bioquímicos, Toxicologistas, Médicos, Engenheiros químicos, Químico Industrial, Farmacêutico e áreas afins que desejam participar da aplicação forense da química.
    Previsão de início:  fevereiro/março de 2009 

    Objetivos:
    - Geral:Promover estudos interdisciplinares sobre Química, Criminalística e o Direito proporcionando ao aluno uma abordagem da química na área forense, qualificando os participantes como especialistas para funções inerentes à consultoria técnica na área.
     - Específicos:Oferecer bases teóricas sólidas e interdisciplinares que capacitem o profissional a assessorar práticas na área de Química Forense;Oferecer bases que o capacitem a inovar metodologias, prestando auxílio técnico a exames periciais, desenvolvendo projetos de consultoria;Possibilitar que o profissional possa funcionar como multiplicador, executando programas de treinamento nas empresas públicas, privadas e instituições de ensino 
    Pré-inscrição no site da UCB: http://www.castelobranco.br/posgraduacao/  

    Disciplinas/módulos
    1)       Estrutura pericial e legislação aplicada a Perícia Doutora Janyra Oliveira-Costa
    2) Ciências Sociais: Drogas, cultura e trabalho policialDoutora Brígida Renoldi
    3) Farmacologia e Toxicologia das Drogas de AbusoDoutor Bruno Duarte Sabino
    4) Análise Instrumental aplicada à Química Forense IDoutor Henrique Marcelo Gualberto Pereira
    5) Análise de Materiais Suspeitos de Serem EntorpecentesMestre Denise Bitencourt Rocha Pinto
    6) Análise de Plantas AlucinógenasDoutor Davyson de Lima Moreira
    7) Exame Pericial em Local de IncêndioEspecialista Moníca Batista da Trindade
    8 ) Abordagem Pericial em Operações Policiais e Exames Metalográficos e de TintasDoutor Davyson de Lima Moreira
    9) Metrologia Forense Aplicada a QuímicaDoutora Andréa Martiny
    10) Perícia de Medicamentos, Cosméticos e Saneantes Mestre Felipe Bento Jung
    11) Técnicas Analíticas Aplicadas a Resíduos de Disparos de Armas de FogoDoutora Andréa Porto Carreiro Campos
    12) Toxicologia ForenseMestre Verônica Rodrigues
    13) Química de Combustíveis (Análise de Adulterações)Doutora Lenise de Vasconcellos Fonseca Gonçalves
    14) Perícia de Alimentos.Mestre Renata Araújo de Carvalho Tilhe
    15) Química AmbientalMestre Denilson Soares de Siqueira
    16) Química de ExplosivosMestre Danielle Ladeira Seiblitz Guanaes
    17) Metodologia Científica e Trabalho de Conclusão de cursoDoutora Teresinha Goulart

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    Programa de Bolsas do FBSP - Práticas de Governança Democrática e Governabilidade das Polícias Brasileiras

    Chama de comunicações sobre experiências de Governança Policial no Brasil para participação no III Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e publicação de textos selecionados na Revista Brasileira de Segurança Pública

    O Fórum Brasileiro de Segurança Pública com o apoio da Fundação Ford, do Núcleo de Apoio à Pesquisa e Educação Continuada - Napec e a Rede Latino-Americana de Policiais e Sociedade Civil, torna público o presente edital convocando os interessados a se inscreverem e participarem.

    As inscrições deverão ser feitas, exclusivamente, pela Internet, através da ficha de inscrição disponível no site do Fórum Brasileiro de Segurança Pública  www.forumseguranca.org.br/bolsas.

    A ficha deve ser enviada para o e-mail contato@foruseguranca.org.br 

     Os documentos necessários para a inscrição devem ser enviados até o dia 11 de novembro de 2008, para o e-mail acima.

    Baixe aqui a ficha de inscrição e anexos.

    Baixe aqui o edital em pdf. 


     

    Fórum Uso da Força Policial

    O Forum sobre Uso da Força Policial está aberto.

    Colabore à comparação internacional com as especificidades do seu estado ou país, suas experiências profissionais, seus comentários, idéias e práticas.

    Participe!

    Pesquisa Nacional dos Conselhos de Segurança Pública 

    A Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJ) está desenvolvendo a PESQUISA NACIONAL DOS CONSELHOS DE SEGURANÇA PÚBLICA. 

    O propósito da pesquisa é mapear e constituir um grande banco de dados dos conselhos de segurança pública existentes no país, sejam eles locais, distritais, municipais, regionais ou estaduais. A realização deste primeiro grande levantamento permitirá identificar a magnitude desses espaços de participação social no Brasil: como estão distribuídos, aspectos de seu funcionamento, sua estrutura, a forma como estão institucionalizados, seus vínculos com a esfera federal e estadual, a representação dos seus membros, dentre outras informações.

    Esperamos, com isso, traçar um diagnóstico desses instrumentos de gestão democrática e, com isso, permitir o planejamento e a construção de políticas que tragam a dimensão da participação social para a área da segurança pública. 

    Esta pesquisa também está inserida no conjunto de atividades que antecedem a realização da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, cujo objetivo é tornar-se um instrumento que permita a participação de múltiplos atores na formulação das políticas públicas na área da segurança pública.   Assim, se você é presidente ou responsável por um Conselho de Segurança Pública, contamos com a sua colaboração no preenchimento do questionário que se encontra disponível no portal Segurança Cidadã (www.segurancacidada.org.br). Lá você encontrará as instruções para o preenchimento e envio das informações.O prazo para envio das informações é 06/11/2008

    Lançamento do Anuário 2008 do FBSP

    No dia 08 de outubro, quarta feira, às 10:30, no Instituto Sou da Paz, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública lançou, numa coletiva de imprensa, o seu Anuário 2008.

    A edição desse ano compila dados sobre estatísticas policiais, estrutura das polícias, números sobre prisões, gastos com segurança pública dos estados, do Distrito Federal e da União. De igual forma, traz dados sobre o envolvimento dos municípios das Regiões Metropolitanas com a segurança pública e discute o papel destes e do território para as políticas públicas da área.

    A versão eletrônica estará disponível para download no próprio dia 08, a partir das 11 horas, no site http://www.forumseguranca.org.br/anuario.

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    Prêmio Polícia Cidadã Rio

    As organizações policiais desempenham um papel fundamental nas democracias modernas. Cada policial, no exercício diário de sua missão, é um representante do Estado, um agente de cidadania, guardião dos diretos e dos deveres dos membros da sociedade. Embora sejam freqüentes imagens e notícias negativas sobre as polícias, muitos são os profissionais que levam a sério o lema “servir e proteger” e fazem seu trabalho de maneira consciente e responsável.

    Trabalhando sozinhos ou em equipes, policiais superam uma série de desafios materiais e financeiros, lidam com o perigo e o desconhecido, para prover segurança aos cidadãos. Muitas vezes com criatividade e determinação, lidam com problemas sociais complexos, dramas pessoais de toda ordem, vivenciando situações desgastantes, física e emocionalmente. O conhecimento dessas ações e o reconhecimento de sua dedicação, entretanto, ainda é bastante limitado por parte da sociedade.

    O CESeC oferece, pela primeira vez no Rio de Janeiro, o Prêmio Polícia Cidadã Rio, com o intuito de contribuir para o reconhecimento de ações policiais que tenham reduzido a violência e colaborado para a solução de um problema de segurança pública de modo eficaz, baseadas na legalidade, na valorização da vida humana e na valorização do profissional de polícia.

    Inspirado no Prêmio Polícia Cidadã de São Paulo – este ano em sua 4ª edição - realizado pelo Instituto Sou da Paz, o principal objetivo do projeto é identificar, premiar e difundir boas práticas policiais. Sendo uma experiência pioneira no Rio de Janeiro, o CESeC espera contribuir para reduzir a distância entre a polícia e a sociedade civil, e para criar uma tradição de relações mais criativas e generosas entre o público e os(as) policiais.

    O Prêmio Polícia Cidadã Rio conta com a parceria do Instituto Sou da Paz, o patrocínio da Fundação Ford e é apoiado pela Seseg (Secretaria de Estado de Segurança), o ISP (Instituto de Segurança Pública) e pelos comandos da PMERJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) e PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro).

    Para ler o Regulamento e fazer inscrição: www.premiopoliciario.com.br

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    IV Prêmio Polícia Cidadã São Paulo

    O IV Prêmio Polícia Cidadã é uma iniciativa de valorização profissional, desenvolvida pelo Instituto Sou da Paz, cujo objetivo é reconhecer e difundir práticas policiais bem-sucedidas na redução/prevenção da violência e da criminalidade, pautadas no respeito às leis e na valorização da vida humana.

     Entrando em sua IV edição no ano de 2008, o projeto distribui prêmios individuais de R$ 6 mil ou bolsas de estudo integrais para os(as) policiais, bolsas estas que podem ser transferidas ao seu(a) filho(a) ou cônjuge. Podem concorrer policiais civis, militares e técnico-científicos de São Paulo, Região Metropolitana, Santos e região, São José dos Campos e região, Campinas e região.

    As inscrições estão abertas até o próximo dia 20 de outubro e podem ser feitas através do site do IV Prêmio Polícia Cidadã, www.soudapaz.org/premiopolicia2008.

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     Encontro Regional de tráfico de pessoas

    Órgãos de segurança pública da Argentina, Brasil e Paraguai se reunirão nos dias 1 e 2 de outubro na cidade de Posadas, na Argentina.

    Com o crescimento do tráfico de pessoas, principalmente para a exploração sexual, a Polícia da Província de Misiones, adequando-se ao Programa Nacional de Prevenção e Erradicação do Tráfico de Pessoas da Secretaria de Segurança do Interior da Argentina, realiza o Primeiro Encontro Regional voltado à prevenção e repressão ao tráfico de pessoas.

    O encontro será realizado nos dias 01 e 02 de outubro 2008 na cidade de Posadas, capital da Província de Misiones.  Esta iniciativa, também é originária de sugestão Reunião de Avaliação entre órgãos de segurança pública ocorrida na cidade de Chapecó  em maio do corrente ano e que estabelecia a necessidade do desenvolvimento do conhecimento em torno de problemas de segurança pública que afetem a fronteira da Argentina e do Brasil.

     Este encontro busca homogeneizar conceitos básicos sobre o tráfico de pessoas e também a assistência às vítimas partindo-se de três eixos: A vítima, as redes de tráfico de pessoas e a formação de redes estratégicas de trabalho de assistência, prevenção e repressão com caráter internacional, nacional e estadual ou provincial.

     O Encontro estará voltado a Órgãos Federais da Argentina (Polícia Federal, Gendarmeria Nacional, Prefeitura Naval, e Polícia Aeroportuária), Polícias das Províncias de Misiones, Corrientes, Chaco, e Formosa; Polícia Nacional e Ministério Público do Paraguai; Polícias Civis e Militares de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

     A metodologia proposta é a de realização de oficinas com dinâmicas de grupo inspiradas nas experiências dos participantes de acordo com os eixos de discussão propostos. Também, propõe-se a construção de redes estratégicas de profissionais que passem a trabalhar interdisciplinarmente sobre a problemática.

      Sergio Flores de Campos

     Major – Brigada Militar – RS

    Workshop RPS Brasil: práticas e saberes policiais 

    De 17 a 19 de setembro, o primeiro workshop da Rede Brasileira de Policiais e Sociedade Civil, RPS Brasil: Práticas e Saberes Policiais, reunirá na sede da ONG Viva Rio, no Rio de Janeiro, policiais de todo o país para compartilhar experiências, práticas e saberes do cotidiano.“O objetivo é transformar o empirismo em conhecimento sistematizado sobre Segurança Pública”, explica Haydée Caruso, Coordenadora da Rede Latino Americana de Policiais e Sociedade Civil. Para coroar a iniciativa, será publicada no portal Comunidade Segura, no blog da Rede e em sites de referência no tema Segurança Pública uma coletânea dos estudos de casos apresentados no workshop.

    O maior destaque do evento é a convergência de diferentes pontos de vista acerca do tema Segurança Pública. Cada região do país (Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sul e Sudeste) possui pelo menos dois participantes no workshop. “Um dos nossos maiores diferenciais é transpor o eixo Sul-Sudeste, que está sempre em destaque. Para isso, buscamos experiências de diferentes profissionais provenientes de todas as regiões do país. Queremos ver o que cada um, dentro das suas especificidades, tem para nos ensinar”, enfatiza Haydée. Policiais civis e militares e um perito criminalístico compõem o grupo, no qual também figuram mulheres.

    Representando o Rio de Janeiro, os policiais Angelo Vellasco (Polícia Civil) e Vitor Valle (Polícia Militar) apresentarão suas experiências com técnicas de investigação do crime de estelionato, incluindo caso de quadrilha de clonagem de cartão de crédito, e uso de cães como ferramenta para resolução de ocorrências de alto risco, respectivamente. Outros exemplos de temas que serão debatidos no workshop são: atendimento humanizado a mulheres vítimas de violência doméstica; implementação de modelo de gestão compartilhada dos problemas de insegurança e desordem pública; segurança pública em área de fronteira; aplicação de termo circunstanciado pela polícia militar; experiência com uso do teatro como instrumento de conscientização e prevenção da criminalidade e aproximação entre polícia e sociedade civil.

    Os temas dos debates serão os seguintes: Práticas Policiais Comunitárias de Prevenção e Repressão Qualificada; Gestão do Conhecimento – Investigação e Inteligência policial; Gestão do Conhecimento – Formação e Administração dos Serviços Policiais; e Gestão Interinstitucional – Integração inter-agências.

    A abertura do evento acontecerá no dia 17, às 17:00h, em coquetel que contará com a presença dos policiais integrantes da rede, do Diretor Executivo do Viva Rio, Rubem César Fernandes, do representante da Fundação Konrad Adenauer, Willhem Holfmaister, e da Haydée Caruso, que  apresentará a Rede Brasileira de Policias e Sociedade Civil e a dinâmica do encontro. As atividades dos dias 18 e 19 serão abertas apenas aos participantes.

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    Blog “Caso de Policia” 

    Terça-feira 29 de Julho, o jornal EXTRA lança o blog “Caso de Polícia”. Criado para debater a segurança pública e a atuação da polícia, o blog será um espaço no Extra Online aberto para os leitores.

    A página contará com os blogueiros Ana Paula Miranda, do Instituto Pereira Passos, Walter Barros, diretor do Departamento de Polícia Técnico Científica da Polícia Civil, e Paulo Cesar Amendola, criador do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar.

    Para o delegado Walter Barros, a principal contribuição do blog será traduzir a linguagem técnica da polícia científica, acabando com mitos comuns na ficção.
    - Não basta que a mídia veicule as informações. É necessário que as pessoas entendam aquilo que está sendo noticiado.

    Para a doutora em Antropologia Ana Paula Miranda, será um espaço para debater o assunto “segurança pública” com a sociedade.
    - Quero ver o que a população está pensando e debater para achar soluções.

    Procurados, desaparecidos e flagrantes.
    Uma das atrações do “Caso de Polícia” serão as seções “Procurados” e “Desaparecidos”. A sessão é feita a partir de um levantamento feito na base de dados da polícia. Da busca saiu uma lista de suspeitos com mandados de prisão. A base de “procurados” terá inicialmente cerca de 130 pessoas que são acusadas de crimes como tráfico de drogas, roubo, furto e outros tipos de crime. A idéia é contar com a ajuda da população através de denúncias sobre o paradeiros dos foragidos.

    O mesmo acontecerá na seção de “Desaparecidos”. A partir de uma parceria com a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), crianças desaparecidas em todo o país serão cadastradas. O leitor poderá consultar e contribuir com informações.

    Outros serviços como informações para tirar passaporte, telefones de delegacias e batalhões da Polícia Militar, também estarão no site.

    Saiba, também, se o carro foi rebocado ou consta como roubado. Caso tenha sido levado, o blog explicará como fazer para recuperá-lo.

    O “Caso de Polícia” também apostará na produção do leitor. Flagrantes de crimes, vídeos, fotos serão ser publicados instantaneamente no blog. A interatividade com o leitor será a marca do blog “Caso de Polícia”: 
     

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    Os (as) Selecionados (as) para o Workshop “Liderança para o Desenvolvimento Institucional Policial: práticas e saberes policiais” são:

    LISTA DE SELECIONADOS

    Centro-oeste
    1 - Deise Luci Belém de Andrade - Agente de polícia - PCDF
    2 - Jaíza dos Santos Teixeira - Delegada - PCMS
    Nordeste
    3 - Cleise Delfino da Costa - Capitã - PMBA
    4 - Verônica Azevedo - Delegada - PCPE
    Norte
    5 - Carlos Alfredo da Mota Pereira - Tenente-coronel - PMPA
    6 - Eudinez Pinheiro Ferreira - Capitão - PMAC
    Sudeste
    7 - Geandersom Chrizóstomo Siqueira - Capitão - PMES
    8 - Vitor Batista do Valle - Capitão - PMERJ
    Sul
    9 - Jeferson Valdir da Silva - Tenente - PMSC
    10- Sergio Flores de Campos - Major - BMRS
    Mérito
    11- Angelo Vellasco - Inspetor - PCERJ
    12- Cleber Ricardo Teixeira Muller - Perito Criminal - IGP-RS
    13- Ronilson de Souza Luiz - Tenente - PMESP
    14- Washington França da Silva - Tenente-coronel - PMPB

    Como consta no EDITAL, foram selecionados 12 candidatos, respeitados os critérios regional e de mérito, considerado, esse último, pelos aspectos do projeto proposto e da inserção profissional do candidato.De forma adicional, em virtude da seleção de candidatos residentes no RJ, a Comissão Julgadora entendeu que existem recursos para convocar dois candidatos de outros estados que obtiveram destaque no processo geral de seleção e avaliação.Foram considerados os seguintes critérios para seleção dos candidatos (as):a) Ser policial superior e / ou oficial;b) Ser policial em situação ativa;c) Possuir entre 10 e 20 anos de serviço;d) Estar em níveis hierárquicos intermediários;

    e) Possuir, do mínimo, 05 anos de serviço em atividades operacionais externas;

    f) Ter exercido cargos ou funções operacionais de chefia e comando;

    g) Apresentar um “estudo de caso” desenvolvido no exercício da profissão, que seja considerado como uma prática policial inovadora, reconhecido como relevante, tanto pela sociedade e/ou pela própria instituição;

    h) apresentar bom currículo profissional.

    Parabéns aos selecionados (as) e muito obrigado a todos que participaram deste processo.

    Informamos que os selecionados (as) receberão comunicado oficial da Coordenação da Rede sobre aprovação para este edital.

    Atenciosamente,

    Comissão Julgadora

    A comissão Julgadora é composta pelos seguintes membros:

    Antonio Carlos Carballo Blanco – Tenente Coronel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Sociólogo (UERJ), Sócio fundador da Rede de Policiais e Sociedade Civil da América Latina e da Rede Brasileira de Policiais e Sociedade Civil – RPS/Brasil. Exerceu funções de chefe de Gabinete da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP/MJ e foi o Idealizador do Grupamento de Policiamento em Áreas Especiais (GPAE), sendo o seu primeiro Comandante.

    Haydée Caruso - Doutoranda (2008) e Mestre (2004) em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense. Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999). Coordenadora Geral da Rede de Policiais e Sociedade Civil na América Latina. Tem experiência na área de Antropologia Urbana e do Direito, atuando principalmente nos seguintes temas: segurança pública, espaço público, formação policial e cultura policial.

    Jacqueline de Oliveira Muniz - Mestre em Antropologia Social (Museu Nacional/UFRJ) e Doutora em Ciência Política (IUPERJ). Diretora científica do IBCC – Instituto Brasileiro de Combate ao Crime, professora adjunta do Mestrado em Direito da Universidade Candido Mendes – UCAM/Rio de Janeiro, Coordenadora do Grupo de Estudos em Justiça Criminal e Segurança Pública (UCAM – DNGP/CNPq), Membro do Grupo de Estudos Estratégicos (GEE – DNGP/CNPq) e Sócia fundadora da Rede de Policiais e Sociedade Civil da América Latina e da Rede Brasileira de Policiais e Sociedade Civil – RPS/Brasil. Exerceu as funções de diretora do Departamento de Pesquisa, Análise da Informação e Desenvolvimento de Pessoal em Segurança Pública – SENASP/Ministério da Justiça (2003); Coordenadora Setorial de Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos (2002) e Diretora da Secretaria de Segurança Pública (1999) no Governo do Estado do Rio de Janeiro.

    Renato Sérgio de Lima - Possui graduação em Ciências Sociais (1995), mestrado (2000) e doutorado em Sociologia (2005) pela Universidade de São Paulo. Atualmente é Coordenador Executivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chefe da Divisão de Estudos Socioeconômicos da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados - SEADE. Editor da Revista Brasileira de Segurança Pública. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia do Crime, atuando principalmente nos seguintes temas: segurança pública, estatísticas criminais, indicadores de violência, e sistema de justiça criminal e violência e criminalidade.

    Abaixo, calendário do processo seletivo:

    CRONOGRAMA DO PROCESSO SELETIVO

    Inscrições: 27 de maio a 20 de junho
    Divulgação dos selecionados: 02 de julho
    Envio dos casos detalhados pelos (as) policiais selecionados (as): 27 de julho de 2008
    Período de revisão 27 de julho a 31 de agosto de 2008
    Realização do workshop: 17 a 19 de setembro de 2008

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    Lançamento

    O Programa Seguridad y Ciudadanía de FLACSO-Chile com o apoio da Fundação Open Society (OSI), publica o relatório Reforma do Sector Seguridad em America Latina e Caribe 2008. O trabalho de pesquisa, se compõe de tres livros:

    ¿Construyendo confianza? Fronteras, FFAA y Política en América Latina

    Control, disciplina y responsabilidad policial. Desafíos doctrinarios e institucionales en América Latina
     
    ¿Políticas de seguridad a ciegas? Desafíos para la construcción de sistemas de información en América Latina

    Saiba mais

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    Segurança pública se faz (também) na internet

    Aline Gatto Boueri 02/07/2008
    São dez países da América Latina, representantes de 31 organizações policiais e 12 instituições da sociedade civil. Os integrantes da Rede Latino-americana de Policiais e Sociedade Civil, que já participam de chats e fóruns em uma comunidade virtual têm agora um novo ponto de encontro no ciberespaço: o site Polícia e Sociedade, uma parceria da Rede com o portal Comunidade Segura.
     
    “A grande novidade do projeto e o principal desafio que se apresenta é justamente o de promover o intercâmbio entre pessoas que sejam capazes de expressar idéias e reflexões sobre segurança pública, produzidas ou não no âmbito institucional das corporações”, avalia o tenente-coronel Carballo Blanco, coordenador acadêmico da Rede.
     
    O objetivo da Rede é fazer com que experiências de líderes policiais em desenvolvimento institucional de suas corporações possam ser partilhadas e discutidas em nível regional; é criar canais de comunicação entre seus membros que possam resultar em ações locais com base no conhecimento, na informação e na colaboração.

    Quem lê viaja
    Para isso, a distância física foi respeitada, porém ultrapassada. O site promove a aproximação virtual e uma possibilidade real para os membros da Rede de aprender e ensinar mais sobre a prática policial.

    “Nossos membros mais ativos – que participam dos chats, enviam documentos – são premiados com uma viagem de intercâmbio para conhecer corporações policiais de outros países”, conta Rachel Maitre, pesquisadora da Rede. “A idéia é que agora eles produzam também uma análise comparada a partir de cada viagem e que possam viver a realidade do outro para que compreendam melhor a sua”, complementa.

    Se as viagens de intercâmbio e os encontros anuais possibilitam o caminho inverso do que se propõe a Rede – fazer com que a troca virtual se consolide em presença física -, o site vem somar outras ferramentas para que esses encontros sejam cada vez mais ricos.
    Lá é possível encontrar documentos sobre mandato policial, polícia e juventude, avaliação e controle internos, participação e controle social. “Não podemos ser especialistas em tudo que diz respeito à atuação policial, mas queremos ser referência nos assuntos que decidimos abordar”, afirma Rachel.

    Além disso, está disponível para download gratuito, o livro “Polícia, Estado e sociedade: práticas e saberes latino-americanos”, cujos autores são os próprios membros da Rede. “Sempre trabalhamos com a idéia de valorizar a produção de conhecimento dos sócios. A partir disso, pensamos em sistematizar o material produzido pela Rede em um livro de aplicação prática, ou seja, que pudesse ser usado nas academias e escolas de polícias e em universidades”, conta Haydée Caruso, coordenadora da Rede. “Separamos a produção por país e fizemos um guia para que qualquer leitor pudesse usar aquele material”, conta.

    A casa é sua, pode entrar
    Enquanto a comunidade virtual da Rede faz às vezes de sala de reunião, o site exerce o papel de escritório de todos os membros, que poderão disponibilizar ali seus currículos e produção bibliográfica, difundir seu conhecimento para todo o mundo e ajudar a construir uma agenda regional para as polícias da América Latina.

    “Os policiais sócios de cada país são líderes em suas instituições e agora queremos multiplicar a Rede, fazendo com que possam criar em seus países dinâmicas locais, que possam construir suas próprias redes”, afirma Haydée. “É importante que a agenda de cada país possa ser trabalhada de acordo com as experiências e produções locais e discutida no âmbito dessa grande rede articulada na América Latina. Para isso, é preciso dar autonomia ao parceiro da ponta”, completa.
     
    Para isso, quanto mais gente, melhor para todos: integrantes de organizações da sociedade civil e membros de instituições policiais que queiram participar da rede só precisam acessar o site e preencher um formulário. Com alguns cliques, o interessado tem a chance de participar das atividades da Rede e de levar sua experiência não só a outros países da América Latina, mas ao mundo todo e ainda pode assinar o boletim eletrônico InterCÂMBIO, com notícias, análises e documentos produzidos pelos membros da Rede e seus parceiros.

    “Em última instância, o objetivo a que se propõe o novo site é o de construir uma agenda de trabalho intelectual permanente, protagonizada por lideranças policiais intermediárias, cujos saberes e práticas, ‘ocultos’ ou não, são de relevante interesse e importância para a sociedade, especificamente para a melhoria das condições objetivas e subjetivas de segurança pública e privada e da própria qualidade de vida da população, principal destinatária dos serviços policiais”, avalia Carballo Blanco.

     

    Workshop Liderança para o Desenvolvimento Institucional Policial: práticas e saberes policiais

    As inscrições para a seleção dos participantes do Workshop “Liderança para o Desenvolvimento Institucional Policial: práticas e saberes policiais” estão ENCERRADAS. Agradecemos imensamente a todos (as) que apoiaram na divulgação do edital e, em especial, aos 492 candidatos(as) das 05 regiões do Brasil que enviaram importantes experiências de segurança pública. 

    O workshop buscará promover entre os participantes a troca de experiências, bem sucedidas ou não e incentivar uma reflexão crítica sobre a reforma das instituições, através dos relatos dos envolvidos nestes processos de mudança institucional nas cinco regiões brasileiras.

    Abaixo, calendário do processo seletivo:

    CRONOGRAMA DO PROCESSO SELETIVO

    Inscrições:  27 de maio a 20 de junho
    Divulgação dos selecionados:  02 de julho
    Envio dos casos detalhados pelos (as) policiais selecionados (as):  27 de julho de 2008
    Período de revisão  27 de julho a 31 de agosto de 2008
    Realização do workshop:  17 a 19 de setembro de 2008

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    Debates

    A Rede organizou dia 24 de abril o chat sobre “Controle policial em protestos e manifestações públicas”. Foi conduzido e moderado por Rubens Rebuffo, oficial principal da Polícia de Neuquén, Argentina. Membros da Rede oriundos de seis países trocaram idéias, dúvidas e possíveis soluções sobre o tema.

    A Rede organiza mensalmente ciclos de debates para seus membros, com chats e fóruns virtuais moderados por policiais membros.

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    Uma Resposta para “Notícias da Rede”

    […] será um espaço para debater o assunto “segurança pública” com a sociedade.  Saiba Mais « Resultado da Seleção: Workshop para Policiais […]